à espera de um sonho . 2022
É Primavera no Paço,Tentúgal

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Vidro soprado e pedra

Dimensões variáveis

Dois corpos, distintos na sua condição, relacionam-se em simbiose. O peso da fragilidade de um corpo de vidro em suspensão equilibra-se com o peso de um pequeno bloco de granito. A cor do vidro, próxima do âmbar, pretende fazer uma analogia, tanto com a sua matéria luminescente, ainda em estado de fusão, como com a resina vegetal que se transforma em fóssil. Por sua vez, a pedra granítica, retirada laboriosamente da terra, ajudou, outrora, a edificar as paredes de uma casa.

O sopro da respiração, inscrito na “bola” de vidro quente, teimou em libertar-se da opressão de duas forças exteriores que procuraram oprimir um universo onírico.

À espera de um sonho, com um leve bafejo freudiano, representa no seu âmago um lugar de introspecção, de acolhimento de um estado de vazio primário e fértil.

Photo credit: Francisca Dores